Home
/ Atividade Física na Terceira Idade

Todos, em qualquer idade, são estimulados cada vez menos ao movimento. Com isso, o tempo de inatividade se responsabiliza pela progressiva disfunção dos idosos, freqüentemente atribuída à própria idade. A diminuição dos movimentos provoca perdas visíveis que, fatalmente levam o idoso à clausura e a depressão. A fratura, ou traumatismo pode gerar falta de equilíbrio e de movimentos que acarreta a diminuição de atividades diárias, e conseqüentemente a impossibilidade total de movimentar-se, tornando-se totalmente dependente.

As recomendações da OMS foram desenvolvidas primariamente para promover atividade física na segunda metade do tempo de vida. A idade de 50 anos sinaliza um ponto na meia-idade no quais os benefícios da atividade física regular podem ser mais relevantes para evitar, minimizar, e/ou reverter muitos dos declínios físicos, psicológicos e sociais que freqüentemente acompanham a idade avançada.

A maioria das pessoas que se engajam em atividade física recreacional o faz por que é alegre e prazerosa; contudo, há ampla evidência que a atividade física está constantemente associada com melhorias significativas na habilidade funcional, motoras e condição de saúde e podem, com freqüência, prevenir a gravidade de certas doenças.

Contudo é importante observar que muitos destes benefícios requerem participação regular e contínua e podem ser rapidamente revertidos pelo retorno à inatividade. Um dos aspectos mais fascinantes que tem sido motivo de várias pesquisas é a relação entre o exercício e a longevidade. Os estudos têm demonstrado que os indivíduos fisicamente ativos apresentam menor deterioração da aptidão física. Segundo Paffenbarger em 1985, com base no estudo do Five City Projec, acompanhou aproximadamente 14.000 ex-alunos de Harvard, por 22 anos, e observou que os indivíduos que pararam de praticar esportes tiveram 35% de incremento no risco de morte sobre aqueles que continuaram sedentários. Porém aqueles que começaram a praticar esportes experimentaram índice 21% menor de morte que aqueles habitualmente sedentários. Aqueles que se tornaram mais ativos experimentaram um índice 28% menor de morte e os que sempre se mantiveram ativos, um índice 37% menor que os que nunca fizeram exercícios vigorosos.

Com a mesma amostra dividida em três grupos de acordo com a energia gasta em atividades como caminhar, subir escadas e praticar esportes, o autor achou um incremento na expectativa de vida maior nos indivíduos que eram mais jovens quando entraram no estudo e nos mais ativos (2.000 cal/sem) quando comparados aos menos ativos (500 kcal/sem) e moderadamente ativos (501-1.999 kcal/sem). O aumento na expectativa de vida quando os mais ativos foram comparados aos pouco ativos foi em média de 2,51 anos para indivíduos de 35-39 anos de idade no início do estudo e de 0,42 anos nos indivíduos de 75-79 anos.

Existem muitas evidências científicas que preconizam os benefícios de uma atividade física aeróbia regular, entre elas destacam-se: melhora o bem-estar geral; melhora da saúde física e psicológica; ajuda a controlar condições específicas como o estresse, a obesidade e doenças como diabetes, hipercolesterolemia, colesterol (LDL) alto, reduz o risco de certas doenças não comunicáveis, como a doença coronária cardíaca, hipertensão, pode ajudar na administração de condições dolorosas; ajudar a modificar perspectivas estereotipadas da velhice.

A atividade física regular traz também muitos benefícios fisiológicos imediatos como: regula os níveis de glicose no sangue, melhora o sono, equilíbrio, coordenação e melhora velocidade dos movimentos. Melhora o funcionamento cardiovascular aumentando o débito cardíaco, o fluxo de sangue periférico é redistribuído para os músculos mais rápido e equilibra a pressão arterial.

Observam-se também alguns benefícios sociais como: função mais ativa na sociedade, melhoria da integração social e cultural, integração aumentada, formação de novas amizades, amplia as redes culturais e sociais, manutenção ou aquisição de novos papéis mais ativos e positivos nas sociedades e melhoria da atividade intergerações. O treinamento de força também tem se mostrado muito eficiente no condicionamento físico para idosos. Inúmeros trabalhos científicos documentam os resultados positivos nos exercícios em pessoas com mais de 65 anos de idade. Recentemente se demonstrou que o coração suporta os exercícios com peso mais do que os aeróbios, como o trote e o pedalar suave.

Atualmente, os exercícios com peso estão sendo propostos para a reabilitação cardíaca, com início de três a seis semanas após a alta hospitalar por infarto do miocárdio.

Tendo em vista todos os benefícios de uma atividade física regular, é necessário que haja a conscientização por parte dos familiares e até mesmo do próprio idoso sobre a importância de se praticar algum tipo de atividade física na 3ª idade para que se tenha uma qualidade de vida melhor nessa fase da vida.

Ref. http://www.associacaoartex.com.br/dicas_ativ_fisica - Vanessar Marchior